No início da industrialização, ainda na fase da produção artesanal, o conhecimento produzido pelo artesão era ensinado aos seus pares ou aos seus aprendizes diretamente no próprio processo da produção. Com o desenvolvimento das tecnologias e dos meios de comunicação, a informação ganhou outra perspectiva, isto é,além de ter sido integrada à mercadoria como forma de divulgar e aumentar suas vendas, ela passou a ser, ela mesma, uma mercadoria.
O conhecimento produzido numa determinada época e para determinados fins passou a ser disponibilizado para públicos cada vez maiores, resultando em democratização das informações.
O acentuado desenvolvimento da produção cultural do século XX, como a música, rádio, televisão, cinema, revistas, jornais, outros. , contribuíram para a produção e consumo de uma variedade de bens culturais pelos diferentes segmentos da sociedade. Aparentemente, esse processo propiciava igualdade de acesso de todos à informação; mas, efetivamente, tornava iguais os cidadãos no acesso e consumo das informações.
A indústria cultural surgiu com base no processo produtivo e herdou suas características (repetição mecânica,produção em massa), o que a torna popular, porém não acessível a todos.
Otermo indústria cultural (em alemão:Kultur Industrie) surgiu em 1947, utilizado pelos filósofos e sociólogos alemães Theodore Adorno e Max Horkheimer, membros da escola de Frankfurt. Foi uma época marcada por transformações na indústria: produção de larga escala, racionalização e divisão técnica de trabalho. Adorno viveu na Europa em tempos de guerra e conheceu os efeitos da tecnologia de guerra ni nazismo.Era avesso à ideia da automação e mecanização das fábricas, que se estendiam em forma de disciplina e controle rígido sobre a vida social, obrigando-o, junto com Horkheimer, a expatriar para os Estados Unidos. Sensível à música, observou que as mudanças nessa área ocorriam rapidamente e tendiam a utilizar meios mecânicos para multiplicar as possibilidades de audição, por exemplo, de um concerto.
Cultura e massa e capitalismo
A cultura, pensada como conjunto de crenças, de valores e de significados que o homem compartilha com o seu grupo, pode também ser produzida em escala industrial?
O conhecimento produzido numa determinada época e para determinados fins passou a ser disponibilizado para públicos cada vez maiores, resultando em democratização das informações.
O acentuado desenvolvimento da produção cultural do século XX, como a música, rádio, televisão, cinema, revistas, jornais, outros. , contribuíram para a produção e consumo de uma variedade de bens culturais pelos diferentes segmentos da sociedade. Aparentemente, esse processo propiciava igualdade de acesso de todos à informação; mas, efetivamente, tornava iguais os cidadãos no acesso e consumo das informações.
A indústria cultural surgiu com base no processo produtivo e herdou suas características (repetição mecânica,produção em massa), o que a torna popular, porém não acessível a todos.
Otermo indústria cultural (em alemão:Kultur Industrie) surgiu em 1947, utilizado pelos filósofos e sociólogos alemães Theodore Adorno e Max Horkheimer, membros da escola de Frankfurt. Foi uma época marcada por transformações na indústria: produção de larga escala, racionalização e divisão técnica de trabalho. Adorno viveu na Europa em tempos de guerra e conheceu os efeitos da tecnologia de guerra ni nazismo.Era avesso à ideia da automação e mecanização das fábricas, que se estendiam em forma de disciplina e controle rígido sobre a vida social, obrigando-o, junto com Horkheimer, a expatriar para os Estados Unidos. Sensível à música, observou que as mudanças nessa área ocorriam rapidamente e tendiam a utilizar meios mecânicos para multiplicar as possibilidades de audição, por exemplo, de um concerto.
Cultura e massa e capitalismo
A cultura, pensada como conjunto de crenças, de valores e de significados que o homem compartilha com o seu grupo, pode também ser produzida em escala industrial?
A cultura popular, compreendida como a manifestação de uma população em um determinado tempo e espaço, como expressão da sua identidade histórica, perde a singularidade que a caracteriza como única e começa a ganhar contorno que a assemelha às culturas de outros povos. Por exemplo, as antigas comunidades eram conhecidas pela sua produção ou características históricas e, ou, geográficas. Observem trechos da aventura de Asterix.
Com a produção em massa dos bens culturais, perde- se a espeficidade e a identidade local. Atualmente, é mais difícil relacionar produtos aos lugares de origem, com algumas exceções, alguns produtos típicos ainda mantêm o prestígio conferido pela qualidade, mas, no século XXI, já sofre concorrência acirrada. Por exemplo, o champanhe francês, o vinho português, a massa italiana, a vodca russa, o caviar russo ou iraniano, etc.
Seria produção em massa, indistintamente para todos e quaisquer públicos independente de suas origens, histórias ou gostos? As características identificadoras que atribuem sentido de pertencimento estariam destinadas ao desaparecimento?
O cinema, o rádio, a tevê e a mídia impressa(jornais,revistas) se apresentam como indústrias, isto é, os bens culturais por eles produzidos são mercadorias destinadas ao consumo do grande público. Impulsionados pelo índice de venda de seus produtos, predominou a padronização e a produção em série; técnicas da indústria, em detrimento da qualidade, da arte e da importância social de suas obras.
Da manivela ao toque digital
Desde tempos imemoriais, a música acompanhou a humanização, aprimorando as técnicas e diversificando os instrumentos na produção dos sons. Da observação dos sons produzidos pela natureza (cantos dos pássaros, o vento, a correnteza dos rios e dos mares, etc.) e das tentativas iniciais de reprodução aos modernos instrumentos musicais, as tecnologias contribuíram para os avanços que presenciamos atualmente.
Você já ouviu falar em fonoautógrafo? E fonógrafo? Ou então, dos bons e velhos tempos de gramofone de manivela... São da época dos tataravôs, um deleite a que poucos tinham acesso.
A tecnologia moderna ampliava, dessa forma, o acesso às áreas antes restritas apenas aos que dispunham de cursos financeiros para frequentarem, por exemplo, as óperas, os concertos, etc. Com as inovações tecnológicas, mais pessoas passaram a usufruir desses bens culturais. Porém, Adorno observava que o aumento na quantidade de produção acontecia em detrimento à qualidade, isto é, a produção em grandes quantidades atingia o grande público, massificando tanto a produção quanto a qualidade.
O artesão
Em meio ao processo alienante que o mundo do trabalho capitalista impõe, há ainda sobrevivências. São verdadeiros heróis anônimos sobreviventes às margens da produção cultural industrial. São os artesãos.
Em plena cidade de São Paulo, existe um artesão, Valmir Rosa, que produz instrumentos musicais, entre eles, rabeca medieval e rabeca de cabaça. O museu está localizado no Butantã, onde os artesãos mantêm um acervo particular de instrumentos musicais da tradição paulista.
A artesã Sandra Abramo produz instrumentos musicais com base em modelagens; da interação dos quatro elementos da natureza, nascem as cerâmicas e os sons.
A técnica da produção desses instrumentos típicos mantém viva a cultura e preserva a memória. Porém o significado a eles atribuído hoje ultrapassa o simples entretenimento. É uma questão de identidade cultural. Resgatar as raízes culturais e apropriar- se do processo de produção é retomar a identidade da criação e tornar- se sujeito, eis a superação.
Cada um desses artesãos dedica horas de trabalho para produzir um instrumento musical ou uma peça de renda de bilro. Os instrumentos são simples, o processo é demorado
Da manivela ao toque digital
Desde tempos imemoriais, a música acompanhou a humanização, aprimorando as técnicas e diversificando os instrumentos na produção dos sons. Da observação dos sons produzidos pela natureza (cantos dos pássaros, o vento, a correnteza dos rios e dos mares, etc.) e das tentativas iniciais de reprodução aos modernos instrumentos musicais, as tecnologias contribuíram para os avanços que presenciamos atualmente.
Você já ouviu falar em fonoautógrafo? E fonógrafo? Ou então, dos bons e velhos tempos de gramofone de manivela... São da época dos tataravôs, um deleite a que poucos tinham acesso.
A tecnologia moderna ampliava, dessa forma, o acesso às áreas antes restritas apenas aos que dispunham de cursos financeiros para frequentarem, por exemplo, as óperas, os concertos, etc. Com as inovações tecnológicas, mais pessoas passaram a usufruir desses bens culturais. Porém, Adorno observava que o aumento na quantidade de produção acontecia em detrimento à qualidade, isto é, a produção em grandes quantidades atingia o grande público, massificando tanto a produção quanto a qualidade.
O artesão
Em meio ao processo alienante que o mundo do trabalho capitalista impõe, há ainda sobrevivências. São verdadeiros heróis anônimos sobreviventes às margens da produção cultural industrial. São os artesãos.
Em plena cidade de São Paulo, existe um artesão, Valmir Rosa, que produz instrumentos musicais, entre eles, rabeca medieval e rabeca de cabaça. O museu está localizado no Butantã, onde os artesãos mantêm um acervo particular de instrumentos musicais da tradição paulista.
A artesã Sandra Abramo produz instrumentos musicais com base em modelagens; da interação dos quatro elementos da natureza, nascem as cerâmicas e os sons.
A técnica da produção desses instrumentos típicos mantém viva a cultura e preserva a memória. Porém o significado a eles atribuído hoje ultrapassa o simples entretenimento. É uma questão de identidade cultural. Resgatar as raízes culturais e apropriar- se do processo de produção é retomar a identidade da criação e tornar- se sujeito, eis a superação.
Cada um desses artesãos dedica horas de trabalho para produzir um instrumento musical ou uma peça de renda de bilro. Os instrumentos são simples, o processo é demorado
0 comentários:
Postar um comentário